Sua Loja Tem de Um Site. Comece O Seu Já!


Como Criar O Seu Blog: Só Tem Vantagens


Junho de 93, e a capa da Bizz caiu a dias do fechamento. Jargão de editor de revista - o que você tinha planejado afim de capa, por cada justificativa, tinha dado errado, e você era obrigado a inventar uma solução do dia afim de noite. Nem ao menos lembro o que era. Salvação: meu chefe José Augusto Lemos negocia com a gravadora do U2 uma audição do novo disco.


Toca eu pro Rio no dia seguinte, bate-volta. Numa sala fechada pela BMG ouvi sozinho Zooropa, duas vezes, anotando feito alienado e copiando todas as informações do encarte, e voltei pra São Paulo. Saiu esse texto abaixo, parido em duas tardes, capa da penúltima Bizz que editei. Na realidade são 3 textos, o principal, um sobre a nova turnê, e uma resenha do disco.


Foi inspirado por Neal Stephenson, autor de SnowCrash, e pela leitura religiosa da revista Wired, minha bíblia na época. Usa o U2 para falar do que me interessava naquele instante e prefigura os próximos passos do autor - a saber, solicitar demissão pra começar minha própria revista, editora, negócio, existência adulta.


Não lembro de onde tirei tanta fato. Relendo, concluo que oferece afim de ler até hoje, 21 anos depois, e levando em conta que eu tinha 27, até que me orgulho do resultado. E Zooropa continua sendo meu disco favorito do U2, meio o que eu esperava que David Bowie fizesse naquela altura do campeonato, e não fez.


Interessado: neste texto em que a internet é a principal personagem, nenhuma vez aparece a expressão internet. O U2, amplo bastião do “rock visceral”, produzindo hits para discotecas? Uma banda católica, posando junto a modelos seminuas? Radicalizaram certamente teu serviço, com um disco ousadíssimo. André Forastieri tenta entender o que se passa com esse mundo muito diferente e sua maior banda de rock.

  • Emita Nota Fiscal de
  • Use sub-títulos no assunto com tua palavra-chave
  • 5 Hiperlinks Externos
  • 49 Avisar os usuários
  • Ganhar Dinheiro pela web é acessível
  • Insira Múltiplos Links
  • Raio-X Portátil
  • nove Copa do Universo de 2010 - Eliminatórias da América do Norte, Central e Caribe

Um grupo de rock formado por quatro irlandeses está firmemente convencido de que cabe a eles compor a nova trilha sonora, catalisar os beats pelos quais todo o planeta dançará. Mais que isso, eles querem vincular esse universo fragmentado de mudanças contínuas de maneira artística e militante. Fazer pontes de percepção e comunicação. Estar ali, pela fronteira do futuro.


Surfar pela Terceira Onda. O disco Achtung Baby e sua simultânea Zoo Televisão Tour neste momento tentavam marcar as novas regras do novíssimo jogo. Que não basta fazer música - é preciso participar! U2 (é agradável lembrar The Commitments: a Irlanda está pra Europa como os negros blueseiros pra América W.A.S.P.). Entretanto prontamente Bono Vox, The Edge, Larry Mullen e Adam Clayton redefiniram seu conceito de militância.


Não, o que está mudando o universo é - um, dois, três - a tecnologia. Todo mundo domina: na virada do milênio, o que passa pela tv passa por realidade. A popularização do controle remoto tem mais peso político que os conchavos dos engravatados - e a explosão da interatividade fará de cada consumidor parcela de uma rede global de conhecimento, fato, atuação e consumo.


O indício mais óbvio deste novo universo está nas nossas caras: a MTV (uma vitrine empastelante formada única e exclusivamente pra vender discos!) ficou um aparelho político fundamental. Por que você localiza que Clinton se elegeu? É outro jogo, com outras regras e o envolvente é que o próximo estágio do capitalismo tem suas regras pela música e pela cultura pop. O U2 sacou que este mundo novo é tão filho dos investimentos em tecnologia, que o Pentágono bancou nos anos 80, quanto do LSD.


Tão ligado ao marketing de luta quanto ao espírito empreendedor da cultura punk. Economistas hardcore, samurais corporativos, futurólogos governamentais - todos concordam numa coisa: estamos passando de uma sociedade industrial para uma sociedade informacional, em que o principal capital será o conhecimento. O setor estratégico da economia mundial, dizem os experts, passa neste instante a ser uma interface entre telecomunicações, informática e entretenimento. Em tão alto grau que gerar uma “auto-avenida informacional” virou prioridade do governo americano.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *